Nasceu para ser vendido no Brasil e na Índia, mas a Ford decidiu trazê-lo para a Europa, quando o “boom” dos B-SUV rebentou. As coisas não correram bem no inicio, porque o carro não satisfazia as exigências dos compradores europeus, por isso levou logo algumas modificações na suspensão, e não só. Depois foi novamente retocado e agora passa mesmo por um restyling, que lhe muda a estranha frente de duas grelhas, por uma mais próxima à do Kuga e do Edge. Passa também a ter a versão de 140 cv do motor 1.0 Ecoboost, além de um AWD (uma raridade no segmento) associado ao Diesel 1.5 TDCI de 125 cv.

Personalizar, como todos

Claro que não podia faltar o teto em cor diferente da carroçaria e um tablier com a parte superior em material macio, além de um novo monitor central. Mas o que me impressiona mais é a continua obsessão da Ford pelo apuro dinâmico.

Direção, caixa manual de seis, resposta do acelerador, travões e amortecimento são um exemplo de eficácia.

Não foram precisos muito quilómetros para perceber que até num carro estreito e alto como este, a Ford sabe injetar um comportamento dinâmico a que um SUV deste segmento não devia ter “direito.” Direção, caixa manual de seis, resposta do acelerador, travões e amortecimento são um exemplo de suavidade, progressividade e eficácia, sempre com o prazer de condução bem presente.

Conclusão

Do que não gostei?… Da porta traseira de abertura lateral, uma herança da altura em que o EcoSport tinha a roda suplente do lado de fora; e das proporções desajeitadas do carro. Por ser tão alto, paga classe 2 nas autoestradas, mas isso foi resolvido com molas mais baixas na frente, o remédio habitual para os SUV que têm ste problema, em Portugal. A produção das versões europeias, passou a ser feita na Roménia, prova de que o EcoSport continua a ser um carro rentável para a Ford, mesmo na europa.

Potência: 140 cv
Preço: 20 833 euros
Veredicto: 3 estrelas